quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mercado de usados resiste à crise do sector automóvel



Estudo Cetelem
Nos últimos anos, a grande maioria dos países europeus apresenta uma progressão significativa da proporção de veículos usados no total de veículos vendidos. Esta tendência reflecte, evidentemente, a mudança dos comportamentos de compra das famílias, para as quais a variável preço passou a constituir um factor-chave na aquisição de um novo veículo. Ainda assim, a evolução da relação não é uniforme em todos os países.
Determinados mercados europeus dos usados sofrem a concorrência do entusiasmo recente pelos veículos de gama inferior. É o caso da Alemanha e da França. Contudo, a relação veículos novos/veículos usados não se degrada, sinal de que os usados continuam a chamar a atenção de novos compradores, provavelmente de gamas média e superior. Assim, tendo em conta que os veículos novos sujeitos a incentivos concorrem com o mercado dos usados, as empresas de aluguer alongam a duração de detenção do veículo que têm dificuldade em escoar a um bom preço, reduzindo desta forma a oferta habitual no mercado dos usados.
Quanto aos mercados português, espanhol e italiano, a verdade é que estes não assistem para já a fugas dos compradores de usados para o segmento inferior novo: nestes países, a proporção dos veículos usados continua a aumentar.
No Reino Unido, o mercado dos usados é alimentado pelas empresas que contribuem para 55% das vendas de veículos novos e que são levadas a renovar as suas frotas com frequência. O mercado dos usados britânico sofre também de uma falta de escoamento no estrangeiro devido à sua singularidade (condução à esquerda). A rede de carros usados está, então, particularmente bem irrigada: carros recentes e preços competitivos.