
"O Algarve foi-se "afundando", tendo como responsável principal um Terreiro do Paço "cego e surdo" mas, também, vários agentes regionais. Os desempregados atingem cerca de 25% da população ativa, sendo muitos jovens, são inúmeras as empresas falidas/moribundas; e mais de 20% da população está abaixo do limiar da pobreza. Há "alicerces" democráticos institucionais em perigo.
A AMAL está em "sono profundo" e quando "acorda" não luta pela região, caso das portagens; RTA, perdeu protagonismo, que é indispensável; Autarquias, sem meios e algumas não respeitando a democracia, sendo Faro uns dos piores exemplos do país; Universidade do Algarve "estrangulada"; Hospital de Faro com "doenças" graves; forças de segurança, em colapso por falta de meios; e CCDRAlgarve, com bons técnicos, mas obrigada a ser "correia de transmissão" de Lisboa, não fazendo o que o Algarve precisa.
Perante este descalabro, resumidamente, para CFC a nível nacional (com implicações diretas no Algarve), a criação do Ministério do Turismo é uma reivindicação imperativa (setor estratégico para o país).
Quanto ao Algarve, o primeiro compromisso tem de ser a criação da Região Administrativa Piloto, "mãe de todas as medidas". Segue-se, a alteração do PROTALgarve, travando a massificação do turismo, diversificando a economia e com um programa para a juventude. Medidas essenciais são a segurança e construção do novo Hospital Central e do grande Centro de Congressos, no Parque das Cidades. De imediato, exige-se a não introdução de portagens na Via do Infante, proibição de mais espaços comerciais e o fim da disparatada exigência de 10/15 Ha para edificar casas nas zonas rurais, por falta de habitação e por causar desertificação.
Em relação a Faro, CFC destaca 5 compromissos: retirar do POOC as demolições (fim à requalificação das Ilhas) e restrições à circulação de embarcações nos canais da Ria Formosa; garantir o traçado da ligação de Faro/Via do Infante, a nascente; retirar a linha férrea da frente ribeirinha; Parque Ambiental no Pontal; e Porto de Recreio", conclui o documento CFC.