
A luta contra o desemprego continua mas....COMUNICADO
§ Naquele mês existiam 24.202 desempregados, o que corresponde ao pior registo oficial de desempregados em qualquer mês do ano nos últimos vinte anos;
§ Há mais 9.056 desempregados do que havia no mesmo mês do ano anterior;
§ Entre Novembro de 2008 e Novembro de 2009 o desemprego cresceu 59,8%;
§ O Algarve continua a ser a Região do país com maior crescimento homólogo do desemprego, situando-se muito acima do crescimento médio do país, o qual se situou nos 28,2%;
Contudo, é importante salientar que:
§ O crescimento acentuado de desempregados inseridos em programas ocupacionais tende a distorcer as comparações relativas a anos anteriores, motivo pelo qual se torna importante analisar o seu peso concreto. Assim, em Novembro de 2008 existiam 15.146 desempregados inscritos no IEFP, dos quais 1.232, inseridos em programas ocupacionais, e em Novembro de 2009, 26.218, dos quais 2.016 inseridos em programas ocupacionais;
§ Em Novembro de 2008 o desemprego registado já tinha crescido 14,5% relativamente ao mesmo mês do ano anterior, o que significa que existe crescimento de desemprego sobre crescimento de desemprego;
Numa região onde o desemprego cresceu desta forma no espaço de um ano, atingindo mais de vinte e seis mil trabalhadores em Novembro, e, ao que tudo indica, preparando-se para chegar a valores ainda superiores nos próximos meses; onde a precariedade atinge uma dimensão que a coloca entre as regiões de maior precariedade laboral da Europa; onde os salários são 13% inferiores à média nacional – e com assimetrias profundas a nível dos diferentes concelhos –; onde o flagelo dos salários em atraso está ressurgir, o Natal de 2009 não é seguramente uma época festiva e de alegria para muitos milhares de trabalhadores;
Numa região onde encerram todos os dias micro e pequenas empresas, desaparecendo simultaneamente os respectivos postos de trabalho, e muitas centenas de empresas enfrentam crescentes dificuldades para sobreviverem, muitas delas aguardando o fim da quadra natalícia para encerrarem as portas, o Natal de 2009 não é seguramente uma época festiva e de alegria para muitos milhares de algarvios;
Numa região onde milhares de pessoas se dirigem aos serviços da segurança social, às instituições particulares de solidariedade social, às misericórdias, às obras sociais da igreja e às autarquias locais, solicitando apoios de diversa ordem para poderem ter os meios mínimos de subsistência, o Natal de 2009 não é seguramente uma época festiva e de alegria para milhares de famílias algarvias;
Numa região onde cresce aceleradamente o número de pessoas a requerer o subsídio de reinserção social, onde as manchas de pobreza e de exclusão social são cada vez maiores, o Natal de 2009 não é seguramente uma época festiva e de alegria para milhares de algarvios;
É pois o tempo oportuno para reflectir, que por detrás das luzes e enfeites que decoram as nossas cidades, estão milhares de algarvios cujo Natal é amargo e angustiado e que não é este o Natal que queríamos ter no Algarve;
E poderia ser diferente, se em tempo certo o poder político tivesse assumido as medidas e as decisões acertadas. Mas não as tomou, nem essas, nem outras, virou a cara para o lado e a crise económica e social está instalada, com as consequências que estão à vista. Não podemos, nem queremos, aceitar a ideia de que não existem soluções para os problemas que afligem o Algarve e os algarvios;
O Governo tem a responsabilidade e a obrigação de apresentar e fazer executar as medidas que afastem a crise que afecta a nossa região, que travem o desemprego, promovam o emprego, garantam a protecção social dos desempregados e dos carenciados e relancem a economia regional. É o mínimo que se lhe pode exigir e é isso que lhe exigimos.
É pois com este espírito de acreditar que é possível trilhar novos caminhos para o Algarve e resolver os seus problemas que manifestamos a nossa solidariedade para com os milhares de famílias algarvias que atravessam um período bem difícil das suas vidas.








Tal medida resulta, em primeira instância, de um protocolo celebrado, em 2003, entre a Associação Nacional de Municípios e o Instituto de Registos e Notariado, que contempla a cedência de instalações das autarquias para o efeito.




























