sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FOLHADOS DE LOULÉ EM DESTAQUE NO “LABORATÓRIO DA MEMÓRIA”

No próximo dia 20 de janeiro, pelas 18h00, na Sala Polivalente da Alcaidaria do Castelo de Loulé, vai ser apresentado mais um “Laboratório da Memória”, desta vez dedicado aos Folhados de Loulé, uma das iguarias da gastronomia local. Luísa Martins, Diretora do Departamento de Intervenção Local e Gestão de Informação, e Luís Guerreiro, Chefe de Divisão de Cultura e Museus, ambos investigadores de História Local, vão falar sobre o aparecimento deste doce no contexto concelhio «De entre o variado leque dos produtos utilizados na alimentação e na vertente mais elaborada da gastronomia, a doçaria constitui um dos elementos mais apelativos. Desde tempos mais antigos, o mel e os frutos, maduros ou secos, constituiriam o doce mais frequente nos momentos mais significativos da vida das populações. O açúcar, se bem que existente no Algarve, nomeadamente em Quarteira já no período medieval, raramente chegava às cozinhas mais simples e só se torna vulgar no século XX.
Os conventos, paralelamente ao quotidiano secular, mantinham autonomia necessária, criando animais e aves, desenvolvendo a agricultura e a fruticultura. Se do gado bovino, ovino e caprino se aproveitava tudo, inclusive a pele para a produção de pergaminho, as aves também contribuíam para o bom funcionamento dos afazeres quotidianos do convento, assegurando-se as penas para a escrita e outros materiais e os ovos para diversas utilidades, inclusive na preparação de tintas. Dos ovos aproveitavam-se ainda as claras para engomar o vestuário e as roupagens dos altares e das imagens, especialmente para a dobragem das vestimentas mais elaboradas e sua durabilidade. As gemas ficavam também para as experiências pecaminosamente deliciosas, que fariam o deleite das freiras, a quem devemos muito do prazer gustativo dos doces nacionais mais peculiares e pelos nomes que lhes foram dados: barriga de freira e papo de anjo, apenas para pequeno exemplo. Neste imaginário e no decorrer do tempo, as receitas da doçaria foram ultrapassando a barreira dos muros conventuais e entraram nas cozinhas portuguesas, com maior intensidades nas localidades onde predominavam os mosteiros femininos e com maiores liberdades desde o século XIX. As famílias mais beneficiadas puderam recorrer a produtos mais caros e mais raros e as menos beneficiadas recorriam ao que conseguiam produzir ou comprar mais barato.
Foi neste percurso de gentes e de costumes que nas primeiras décadas do século XX surgiu o folhado de Loulé, derivado de encontros e desencontros de jovens raparigas que trabalhavam em casas das famílias economicamente favorecidas, que adquiriam conhecimentos de culinária, às vezes no Algarve, outras vezes no Alentejo, ou em outras regiões do país. Graças a essas experiências e segredos guardados o Folhado de Loulé foi adquirindo vida e personalidade e foi chegando ao quotidiano dos louletanos que, nos cafés mais conhecidos da antiga vila, não dispensavam o delicado doce que tornava requintada a hora do chá ou do café”.» (Luísa Martins). O percurso do Folhado de Loulé está a ser estudado e por isso, o “Laboratório da Memória” a si dedicado irá decerto ajudar a desvendar o seu segredo e o porquê da sua delicadeza de sabor e de textura. A entrada é livre.

Investigadores da UAlg estudam as origens da Ria Formosa

Investigadores do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve iniciaram uma campanha de sondagens na Ria Formosa para conhecer detalhadamente a estrutura de sedimentos do mais importante sistema lagunar do País. Estas sondagens, realizadas em colaboração com a firma GEOALGAR, atravessarão na íntegra os depósitos lagunares, acumulados durante os últimos 7/8 mil anos, sobre a superfície continental alagada.
Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do projeto SIHER – Processos de Preenchimento Sedimentar e a Evolução Holocénica do Sistema Lagunar da Ria Formosa, este estudo permitirá estabelecer a sequência cronológica dos processos que conduziram à formação da laguna. Será igualmente reconstruída a evolução ambiental/climática e a história da ocupação antrópica no Algarve, que acompanharam a formação da Ria Formosa.
Sobre o projeto
Com elevado valor socioeconómico e ambiental, a Ria Formosa é o mais extenso sistema lagunar português. O SIHER aborda os processos físicos e geológicos, resultantes das alterações climáticas naturais, durante a transição do último glaciar para interglaciar, às quais se adicionam os efeitos da atividade antrópica.
O conhecimento que atualmente a comunidade científica tem acerca da magnitude e frequência das alterações climáticas e sobre o nível médio do mar está ainda bastante limitado aos resultados decorrentes da pesquisa empírica, baseados nas respostas da linha de costa às alterações climáticas e do nível médio do mar. Com este projeto pretende-se estreitar esta lacuna, apresentando previsões mais realistas da evolução costeira sob a influência de cenários impostos, relativos a mecanismos forçadores climáticos e a alterações no fornecimento sedimentar.
Não obstante a sua reconhecida importância, o conhecimento da geologia e da dinâmica passada e presente da Ria Formosa é ainda muito fragmentado e incompleto. Este estudo, tendo também em conta dados validados em trabalhos anteriores, vai fornecer resultados à comunidade científica, organizações governamentais, agentes económicos e sociedade em geral. Assim, vão ser disponibilizados dois pacotes básicos: FORGIS, um pacote cartográfico digital (em plataforma SIG), e FORDID, um pacote educacional e de gestão ambiental e de ordenamento do território (em plataforma multimédia). Este projeto conta com a participação do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade da Universidade do Porto (CEPESE/UP) e tem um financiamento de 100 mil euros que se prolonga até janeiro de 2014.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

VÍTIMA DE ACIDENTE COM TRATOR RESGATADA POR HELICÓPTERO DA PROTEÇÃO CIVIL

O Helicóptero de Socorro e Assistência (HESA), da Autoridade Nacional de Protecção Civil, estacionado na Base de Helicóptros de Loulé, foi estA noite acionado às 20h10 para resgate de uma vítima de despiste de um trator agrícola, ocorrido em área declivosa de dificil acesso, na localidade de Vale Marreiros, concelho deLagos.
A vítima, do sexo masculino e com idade de 54 anos, foi transportada com vida para o Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão. Na operação de socorro, para além do Helicóptero de Socorro e Assistência e dosRecuperadores-Salvadores da Força Especial de Bombeiros «Canarinhos»,estiveram também envolvidos 14 operacionais e 5 veículos dos Bombeiros, INEMe GNR.

GNR FAZ DETENÇÕES

DETENÇÃO DE INDIVÍDUO POR FURTO DE COMBUSTÍVEL 4 militares do Posto Territorial da GNR de Loulé, detiveram esta madrugada (12 de Janeiro), cerca das 05:15 horas, um homem de 35 anos, residente em Mar e Guerra, Faro, que se encontrava a furtar gasóleo de uma das maquinas que parqueada junto das obras que estão em curso na variante da E. N. 396 – junto a Loulé. Os militares, que passavam no local a civil e fora de serviço, aperceberam-se do furto, tendo abordado o indivíduo, que ainda se colocou em fuga a pé, mas logo sendo alcançado, tendo resistido à detenção, o que originou ferimentos ligeiros em dois militares e nele próprio, obrigando a assistência médica no centro saúde de Loulé, para tratamento a escoriações, tendo um dos militares necessidade de ser suturado a uma ferida na cabeça. Foram apreendidos seis bidons já cheios de gasóleo, com cerca de 150 litros, bem como a viatura usada para o transporte do combustível furtado. O detido foi hoje presente no Tribunal de Loulé para aplicação de medidas de coação.
DETENÇÃO DE INDIVÍDUO COM CARTA DE CONDUÇÃO FALSIFICADA Ontem cerca das 09:00 da manhã, em Armação de Pêra, a GNR, durante uma acção de fiscalização rodoviária, detectou um indivíduo que conduzia uma viatura ligeira de mercadorias, munido de uma carta de condução falsa. O indivíduo, de 42 anos de idade e residente em Silves, foi detido, tendo sido presente a Tribunal ontem durante a tarde, sendo sujeito a Termo de Identidade e Residência, aguardando em liberdade o decorrer da investigação. A carta de condução era uma falsificação do modelo de cartas antigo, apurando-se que o indivíduo já conduziria há cerca de 16 anos.

6º FESTIVAL INTERNACIONAL GOURMET DO VILA JOYA

A partir de hoje, o Festival Internacional Gourmet - Tribute to Claudia, volta a trazer a Albufeira os mais conceituados nomes da gastronomia internacional.
Durante dez dias, o Vila Joya servirá de palco a este mediático evento, que conta com o apoio do município. Na sua sexta edição, o “Tribute to Claudia” volta a assumir-se como a mais importante iniciativa do género no nosso país, e um dos festivais de relevo da Europa
Estrelas com prémio Michelin vêm a Albufeira O Novo Ano promete começar da melhor maneira com o regresso de mais uma edição do Festival Internacional de Gastronomia “Tribute to Claudia”. O evento, que se realiza pelo sexto ano consecutivo, acontece entre os dias 12 e 22 de janeiro, no Vila Joya, em Albufeira.
Ao longo de dez noites, este espaço com vista para o mar vai receber chefs de cozinha de diversos países, para apresentarem os mais originais menus de autor, formados por um mínimo de sete pratos, aperitivos, vinhos e digestivos. Para além dos jantares, vão realizar-se eventos pela tarde fora como provas de vinho e licores, torneios de golfe, festas temáticas com “after dinner parties”, e vários Workshops.
Este ano, além das Estrelas Michelin, vão estar presentes várias Estrelas de Cinema apaixonadas pela Gastronomia e por Portugal, que se farão acompanhar pela imprensa Internacional nesta descoberta dos sabores nacionais. A cantora Sheryl Crow e os atores Michael Imperioli (“The Sopranos”) e Matthew Modine (“Too Big Too Fail”) são algumas das celebridades com presença confirmada durante o festival, que contará ainda com a presença do ator e comediante Mario Cantone (“Sex and the City”), Ricky Paull Goldin (“All My Children”) e Gretta Monahan (“The Rachael Ray Show”).
Dieter Koschina, o premiado Chef com duas estrelas Michelin pelo seu trabalho no restaurante do Hotel Vila Joya, irá receber 20 Chefs Michelin de destinos como França, Itália, Suíça, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Finlândia, Suécia, US, Canadá. A iniciativa, que conta com o patrocínio da autarquia, volta a colocar Albufeira na rota dos grandes eventos gastronómicos internacionais, privilegiando a excelência da sua gastronomia e restauração, que continua a atrair milhares de turistas. Obtenha mais informações em www.tributetoclaudia.com

“À DESCOBERTA DA PROTEÇÃO CIVIL” PERCORRE FREGUESIAS ALBUFEIRENSES

Depois de patente no Espaço Multiusos, a exposição dos trabalhos realizados pelos alunos dos jardins de infância, no âmbito do projeto “À Descoberta da Proteção Civil”, encontra-se a percorrer as cinco freguesias do concelho. A aldeia de Paderne foi a primeira a receber a mostra itenerante, que se encontra exposta ao público na sede da Junta de Freguesia até ao final de fevereiro
De janeiro a outubro, os trabalhos de expressão plástica elaborados pelas crianças da educação pré-escolar vão estar em exposição nas várias freguesias do concelho. Quem não teve a oportunidade de visitar a mostra, patente no Espaço Multiusos de Albufeira durante o mês de junho de 2011, poderá fazê-lo agora, na freguesia mais próxima da sua residência.
Até ao final de fevereiro, os desenhos alusivos ao tema da proteção civil vão estar expostos ao público na Junta de Freguesia de Paderne, das 9h00 às 16h00. Nos meses de março e abril, será a freguesia de Ferreiras a acolher a mostra itenerante. Já em maio e junho, os trabalhos poderão ser contemplados na freguesia da Guia e em julho e agosto, a mostra ruma a Olhos de Água. Albufeira será a última freguesia a exibir a exposição, durante os meses de setembro e outubro.
Os locais e horários serão divulgados em data opotuna. Esta é uma iniciativa da Proteção Civil Municipal, que conta com a parceria das Juntas de Freguesia. A exposição surgiu da participação dos alunos no projeto municipal “À Descoberta da Proteção Civil”, que chegou a perto de mil estudantes. Os vários agentes da Proteção Civil (Bombeiros Voluntários, GNR, Polícia Municipal, Proteção Civil Municipal) visitaram os estabelecimentos de ensino do concelho, onde desenvolveram atividades sobre “Segurança na rua e em espaços públicos” e “Prevenção de Incêndios”.
Para além de terem participado num simulacro de incêndio na escola, adquirindo conhecimentos sobre a forma de atuar numa ocorrência semelhante, os mais pequenos foram convidados a realizar um desenho alusivo ao tema da proteção civil. Esses trabalhos estiveram expostos no EMA- Espaço Multiusos de Albufeira, de 24 a 26 de junho de 2011.
O sucesso da iniciativa levou a autarquia a apostar na sua divulgação, o intuito de dar a conhecer à população do concelho os desenhos realizados pelos mais pequenos. Os trabalhos fazem agora parte da exposição itenerante que se encontra a percorrer o concelho, desde o passado dia 5 de janeiro.

CANTARES DE JANEIRAS FIZERAM-SE OUVIR NOS PAÇOS DO CONCELHO

Todos os anos no início de janeiro, os Escuteiros, Ranchos e Associações locais dão vida a uma das tradições mais antigas do nosso país.
As Janeiras regressaram ao concelho, começando por visitar a Câmara Municipal para depois seguirem de porta em porta.
No passado dia 6 de janeiro, Dia de Reis, o Salão Nobre dos Paços do Município acolheu o já tradicional evento de Cantares de Janeiras, onde os vários grupos do concelho se reuniram para interpretar músicas tradicionais e desejar um próspero ano novo ao executivo.
O Agrupamento 714 do Corpo Nacional de Escutas, a ACRODA -Associação Cultural e Recreativa de Olhos de Água, a LUEL -Arte em Movimento, os Entretenga, o Coro da Câmara Municipal e o Grupo de Janeiras de Paderne “Força da Tradição” fizeram-se acompanhar de trajes de instrumentos típicos como a pandeireta, os ferrinhos, o tambor, a flauta, a viola, o cavaquinho ou o acordeão.
Como manda a tradição, no final das canções, os grupos receberam pela mão do presidente da Câmara Municipal as aguardadas Janeiras. Desidério Silva ofereceu um cabaz com produtos regionais às sete associações presentes.
Também as crianças do Jardim de Infância de Caliços, em Albufeira, visitaram os Paços do Concelho para desejar um bom ano de 2012 ao executivo.
Os alunos subiram ao palco do Salão Nobre, cada um com uma coroa de rei feita por si, e interpretaram algumas musicas infantis sobre as Janeiras.
“É importante preservar este tipo de tradições que fazem parte da nossa cultura e ensiná-las às nossas crianças para que passem de geração em geração”, destacou o presidente da autarquia Desidério Silva.

ÉPOCA BALNEAR EM ALBUFEIRA ESTENDE-SE DE MAIO A OUTUBRO

O presidente da Câmara Municipal reuniu com os concessionários das 25 praias do concelho para definir a data oficial de abertura da época balnear em Albufeira e debater outras questões relacionadas com o tema.
O Município de Albufeira, a Capitania do Porto de Portimão e a ARH – Administração da Região Hidrográfica do Algarve - reuniram, no passado dia 9 de janeiro, com os diversos concessionários que representam as praias de Albufeira. O encontro permitiu definir alguns pontos de partida para a estratégia de valorização do concelho na chamada época balnear, de onde resultou a decisão de manter a extensão do referido período.
Assim, em 2012, a Época Balnear decorrerá em Albufeira, entre 19 de maio e 21 de outubro. Desde 2009, que a autarquia prolongou a duração da sua época balnear, por considerar insuficiente para o concelho o período estipulado para a maioria dos municípios nacionais, que vai de 1 de junho a 30 de setembro. “A nossa região é diferente do resto do país, por isso temos tido a preocupação e abertura para criar períodos balneares mais alargados, conforme as necessidades dos concessionário, garantindo questões como a segurança e a vigilância”, referiu Desidério Silva.
O presidente da Autarquia assegurou ainda que, ao contrário do que está a suceder em alguns municípios do Algarve, a Câmara de Albufeira continuará a assumir os encargos associados à época extra-balnear: “Estamos disponíveis para pagar as despesas relacionadas com as análises das águas durante o período extra da duração da nossa época balnear, desde que sejamos avisados atempadamente”. Neste encontro, os mais de cinquenta concessionários expressaram as necessidades das diversas praias do concelho e apresentaram sugestões para a valorização da zona costeira de Albufeira.
O concelho dispõe de uma costa de 30 quilómetros distribuídos por 25 praias de areia fina e água cristalina. Aqui podemos encontrar algumas das mais belas praias do mundo. Trata-se de um magnífico Património Natural que tem sido defendido e preservado de forma equilibrada. A excelência das suas zonas balneares, fez de Albufeira o município com o maior número de galardões atribuídos em 2011: 20 I Bandeiras Azuis 18 I Praias com Qualidade de Ouro 13 I Praias Acessíveis 8 I Praias Saudáveis
A qualidade das águas, limpeza, segurança, acessibilidades, infraestruturas de apoio, informação e sensibilização dos utentes são aspetos tidos em conta pelo município, que ambiciona continuar a garantir o melhor período balnear do país. “7 Maravilhas: Praias de Portugal” Apostado em promover e dar ainda mais visibilidade às suas zonas balneares, o município vai candidatar quatro das suas praias ao prémio
As praias dos Arrifes e do Barranco das Belharucas concorrem pela categoria de “Praias de Arribas”. A primeira encontra-se abrigada por arribas baixas, onde se podem observar alguns algares. Já o Barranco apresenta um extenso areal com arriba contínua, alta e ravinada, transformando-se num dos locais ideais para os abelharucos, que dão o nome à praia, aí escavarem os seus ninhos durante época de reprodução. Como “Praias Urbanas”, Albufeira apresenta a praia do Peneco, pela sua beleza natural e por possuir caraterísticas incomuns, como a existência de um elevador direto para o areal. A envolvência natural do cordão dunar que protege a Lagoa dos Salgados, é a responsável pela candidatura da praia dos Salgados, na categoria de “Praias de Dunas”.
“Os Portas – Comédia da Noite”, de John Godber,no Auditório Pedro Ruivo, em Faro, dia 4 de fevereiro, pelas 21h30.
Com António Melo, Almeno Gonçalves, Pedro Teixeira e Fernando Ferrão. 4 actores: múltiplas personagens sem nunca saírem de cena! 4 rapazes, 4 raparigas, 4 porteiros da noite... ... e ainda um Dj, um Punk, e outras criaturas que se cruzam em noites frenéticas! O antes, o durante e o depois das saídas nocturnas, vistos por todos os intervenientes. Uma comédia delirante! Um espectáculo marcante, um ritmo alucinante, e a versatilidade dos actores, bem conhecidos do Grande Público, em papéis como nunca ninguém os viu fazer! Encenação a cargo de Almeno Gonçalves, conta ainda com o magnífico desempenho dos actotres António Melo, Fernando Ferrão, Pedro Teixeira e também de Almeno Gonçalves numa adaptação do original “The Bouncers” de John Godber.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MUNICÍPIOS PORTUGUESES REUNIU EM ALBUFEIRA

Depois de Vila Nova de Poiares, foi a vez de Albufeira acolher a reunião do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses, seguindo uma estratégia de descentralização e aproximação daquele órgão aos municípios nacionais.
A Biblioteca Municipal Lídia Jorge, em Albufeira, foi o local escolhido pela ANMP- Associação Nacional de Municípios Portugueses para realizar a reunião do seu Conselho Diretivo, no passado dia 10 de janeiro.
A decisão de descentralização levou a Associação a agendar as suas reuniões de trabalho nos vários municípios que integram este órgão nacional e que, habitualmente, tinham lugar na sede da ANMP, em Coimbra.
Para o anfitrião, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Desidério Silva, “foi com bastante agrado que recebemos esta reunião do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses, considerando que se trata de um importante sinal de descentralização, que contribui para uma maior aproximação entre os vários municípios”.
Durante o encontro, foram abordadas diversas temáticas de interesse para os municípios, com destaque para as questões relacionadas com o Ordenamento do Território, Reforma da Administração Local e Lei das Finanças Locais.
Refira-se que no próximo mês, a ANMP irá reunir no município de Melgaço.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

AMIC Contra Limitações à Actividade Piscatória na Ilha da Culatra

No âmbito do estatuto da Associação de Moradores da Ilha da Culatra (AMIC) sobressai a defesa dos interesses dos residentes na Ilha da Culatra, em natural concordância à do interesse ambiental.
No núcleo da Culatra existem em actividade 90 embarcações de pesca artesanal local e 6 de pesca costeira. Esta actividade, conjuntamente com a apanha e produção de bivalves, garante a sobrevivência desta comunidade. A larguíssima maioria dos pescadores está limitada a exercer a sua actividade pesqueira numa área situada entre 1/4 de milha e 3 milhas a partir da costa e de 6 milhas para cada lado da barra.
Silvia Padinha (esqª) e Daniel Santos (ao microfone) sempre em defes ados culatrenses "Foi precisamente dentro desta área, onde desde sempre a comunidade piscatória fainou, que foi criada e delimitada a Área de Produção Aquícola da Armona (APAA), ocupando cerca de metade da área que utilizava, interditando o exercício da pesca e a navegação das nossas embarcações dentro da mesma", critica a AMIC, através de nota de imprensa (que transcrevemos) assinada pela presidente da Associação, Silvia Padinha.
"Apesar desta Associação nunca ter concordado com a forma como foi feita a delimitação da referida área e sempre ter alertado as entidades competentes para a existência de uma comunidade local a trabalhar no local por motivos de sobrevivência, nunca foi tida a devida consideração.
Alertou também para o facto de um dos extremos da referida área, mais precisamente a ponta Poente do rectângulo afecto ao projecto, se situar de tal modo à entrada da barra do Lavajo (fruto da migração para Leste da barra) e perto da linha da costa, que inibe a entrada e saída das embarcações para o mar em segurança. A AMIC ao longo dos últimos tempos e de forma consecutiva, tem vindo a solicitar às várias entidades competentes, empenho no sentido de se encontrar uma solução que minimize os prejuízos causados aos pescadores e suas famílias, com o objectivo de mitigar os impactos negativos da criação da APA Armona junto desta comunidade piscatória, até mesmo porque até ao momento os efeitos esperados com a implementação deste projecto (2008) continuam por aparecer. -Não deixa de ser questionável o porquê de manter interdições á navegação e á pesca dentro da área, quando apenas uma pequena parcela da APA Armona está a ser utilizada para o fim para que foi criada.
A AMIC preocupada com a situação dos pescadores e suas famílias e até mesmo com a própria continuidade desta comunidade piscatória propôs o seguinte: -Re-localização da área destinada ao Projecto Culturas Marinhas Algarve – Armona face à quantidade de lotes livres dentro da APAA e, por questões de segurança de pessoas e bens, deslocar a balizagem desta estrutura Norte/Poente, 1km mais para Nascente, por forma a que ela não se situe na entrada da barra do Lavajo, uma vez que esta é uma zona com uma dinâmica evolutiva, com tendência a assorear, pondo em risco para além da navegação, as próprias estruturas de produção de bivalves, minimizando assim os problemas quer para os pescadores quer para as empresas concessionárias dos lotes.
-Autorização especial (conforme previsto artigo 5º do decreto regulamentar 9/2008) de navegação e pesca dentro da APA Armona, para as embarcações de pesca local e costeira desta comunidade com licença de pesca atualizada, mantendo-se um resguardo de segurança em torno dos lotes efectivamente ocupados, de forma a evitar possíveis interacções com as estruturas de produção. Apesar de todos os contatos feitos ao longo dos últimos anos, não nos foi dada qualquer alternativa, sendo certo que neste momento, os pescadores estão a ser alvo de perseguições por parte das entidades fiscalizadoras, o que está a provocar revolta e descontentamento junto da comunidade piscatória.
Com o objectivo de preservar e defender a comunidade piscatória da Ilha da Culatra, vem esta associação apelar ao bom senso e sentido de justiça das entidades competentes para que seja permitido aos pescadores com licença de pesca a possibilidade de trabalhar dentro da referida área sem que sejam autuados uma vez que a mesma está sem utilização", conclui o documento da AMIC.

Mulheres socialistas "Juntas pela Mudança" debatem “Que Mudança para o Algarve?”

Candidatura ao Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Algarve promove mesa redonda sob o tema “Que Mudança para o Algarve?”
Ana Passos (1ª drtª) lidera a lista "Juntas Pela Mudança" A candidatura, "Juntas pela Mudança!", promoveu no sábado, no Auditório Municipal de Faro, uma mesa redonda sob o tema “Que Mudança para o Algarve?”. A iniciativa contou com a participação de Adriana Nogueira (Professora Doutora da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve), Luís Ferrinho (Empresário - Visual Forma), Elisabete Rodrigues (Jornalista do Sul Informação) e António Fragoso (Professor Doutor da Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve).
Questões como a definição do Ser Político, o papel da Universidade na promoção do sentido crítico, o pensar global, as potencialidades do Algarve ao nível daquilo que podemos oferecer para fora, o Ensino Superior como o motor para a mudança e a mudança de mentalidades formam amplamente debatidas nesta mesa redonda.
De acordo com Ana Passos, candidata a presidente pela candidatura, “O que aqui se fez foi expandir e despertar consciências para a sociedade Algarvia e para o Algarve. A discussão foi tão profícua que ficámos com mais três ou quatro temas, em carteira, para futuros encontros.”

INGMAR BERGMAN NA UALG

Decorreu no dia 10 de Janeiro, no Auditório 05 da Universidade do Algarve, no Campus da Penha, uma conferência sobre Ingmar Bergman, tendo sido abordados temas relacionados com a vida do cineasta e o impacto que os seus filmes tiveram na sétima arte.
Perante um auditório praticamente lotado o conferencista sueco Erik Hedling, professor de Literatura na Universidade de Lund, começou por fazer uma retrospectiva sobre as transformações sócio-económicas e culturais verificadas na sociedade sueca ao longo do último século, tendo posteriormente exibido pequenos excertos de filmes de Ingmar Bergman onde explicou as motivações e critérios do cineasta, inerentes a cada cena apresentada.
No final da palestra os alunos da UALG da área das Ciências da Comunicação e restantes presentes tiveram a oportunidade de questionar o conferencista sobre os filmes de Ingmar Bergman tendo Erik Hedling esclarecido todos os intervenientes.
Luís Nadkarni - te f